domingo, 5 de fevereiro de 2012

Bill Ward discorda do novo contrato com o Black Sabbath

Bill Ward discordou do contrato oferecido sobre o retorno ao Black Sabbath, alegando que, se assinasse, perderia seus “direitos, dignidade e respeito como músico do rock”.

Após o susto com o diagnóstico de Tony Iommi, agora são os contratos a assinar que começam a ameaçar a reunião da banda. Até então, os membros participavam da divulgação da banda por acordo comum, mas a papelada com os direitos e deveres de cada um só apareceu agora, no fim de janeiro.

Ward alega que o contrato, do jeito como está, não é “assinável”. O baterista garante que quer gravar e fazer parte das turnês, tendo ficado de prontidão por todo o tempo, porém não pode abrir mão de suas convicções. Esperamos que seja oferecia uma nova proposta que agrade Ward para a volta do Black Sabbath original.

O comunicado de Bill foi publicado em seu facebook e aqui você pode ler na íntegra:

“Queridos fãs do Sabbath, amigos músicos e partes interessadas,

Neste momento, eu não gostaria de nada além de poder dar continuidade ao disco e à turnê do Black Sabbath. No entanto, não posso continuar, a não ser que seja feito um contrato ‘assinável’; um contrato que reflita um pouco de dignidade e respeito a mim, como membro original da banda. Ano passado, eu trabalhei de boa fé com Tony, Ozzy e Geezer. E em 11/11/11, novamente de boa fé, participei da coletiva de imprensa em Los Angeles. Alguns dias atrás, depois de quase um ano tentando negociar, outro contrato “não-assinável” foi entregue a mim.

Deixem-me dizer que, embora isso tenha me deixado com o pé atrás, eu estou de malas prontas para deixar os Estados Unidos em direção à Inglaterra. Mais importante, eu definitivamente quero tocar no disco, e definitivamente quero sair em turnê com o Black Sabbath.

Desde a notícia da doença de Tony e do entendimento de que a banda mudaria a produção do álbum para o Reino Unido, eu passei cada dia pronto para partir. Isso envolve trabalho e, enquanto tentava descobrir o que estava acontecendo nas sessões de gravação, descobri que estava sendo ignorado (e, devo acrescentar, não pela primeira vez). Meu chute é que, a partir de hoje, eu não saberei de nada do que está acontecendo a não ser que assine o “contrato não-assinável”.

A posição na qual me encontro é solitária porque, por mais que eu queria tocar e participar, eu também preciso me posicionar e não assinar esse contrato. Se eu assinar do jeito que está, perco meus direitos, dignidade e respeito como um músico de rock. Eu acredito na liberdade e na liberdade de expressão. Eu cresci em uma banda de rock pesado/metal. Nós nos posicionávamos naquela época e tocávamos com o coração e com sinceridade. Eu estou no espírito da integridade, distante da doença do corporativismo, sou real e sou honesto, justo e compassivo.

Se eu for substituído, tenho de encarar vocês, fãs do Sabbath. Espero que vocês não me culpem por um possível fracasso do Black Sabbath original, como foi divulgado. Quero reafirmar a todos que a minha lealdade ao Sabbath está intacta.

Então aqui estou, deixo minha verdade com vocês. Estou pronto, caso eu receba um contrato “assinável”. Não quero desapontar ninguém, especialmente o Black Sabbath e todos os fãs. Vocês sabem que eu amo vocês. Seria um triste dia no rock se essa situação se confirmasse, pela vontade de poucos.

Minha posição não vem da ganância, eu não estou querendo uma “grande parte” do negócio (dinheiro), como se fosse uma chantagem. Gostaria de algo que reconheça e reflita as minhas contribuições à banda, incluindo as reuniões que começaram 14 anos atrás. Depois da última turnê, eu prometi não assinar um contrato irracional novamente. Quero um contrato que mostre algum respeito a mim e a minha família, que honre tudo que eu trouxe ao Black Sabbath desde o início da banda.

É isso, por enquanto.

Amo cada um de vocês.

Bill Ward.”


Fonte:  Aqui.

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